Resumen
A partir de un extenso recorrido por sitios y herramientas que permiten administrar sonido –musical y no-musical– a través de Internet, el artículo esboza un modelo abstracto que busca dar cuenta de los rasgos salientes de la gestión en red del sonido a escala global. Con tal propósito y con el fin de comprender y representar de manera reducida un conjunto siempre en transformación de roles, prácticas, relaciones y tecnologías, se recurre a un puñado de conceptos creados o redefinidos ad hoc: archivo sonoro global, administrador de sonido, nichos sonoros, tecnologías de la insurgencia, contraobsolescencia y otros. El modelo tiene como presupuesto la existencia de un entorno en el que los/as usuarios/as pugnan por el control del sonido y en cual, a pesar de la disparidad de poderes que allí convergen, se elaboran constantes estrategias de control y de insurgencia para fortalecer o quebrantar las barreras tecnológicas y legales que se interponen entre ellos/as y el sonido.
Abstract
Based on an extensive search of sites and tools that allow for the administration of sound –both musical and non-musical– through the Internet, this article outlines an abstract model that seeks to account for the key features of networked sound management on a global scale. To this end, and in order to understand and represent in a simplified way a constantly transforming set of roles, practices, relationships, and technologies, a handful of concepts are used, either created or redefined ad hoc: global sound archive, sound administrator, sound niches, insurgent technologies, counter-obsolescence, among others. The model assumes the existence of an environment in which users struggle for control of sound, and in which, despite the disparity of powers at play, constant strategies of control and insurgency are developed to either reinforce or break down the technological and legal barriers that stand between them and the sound
Resumo
A partir de uma extensa exploração de websites e ferramentas que permitem a gestão do som -musical e não musical– através da internet, este artigo esboça um modelo abstrato que busca explicar as principais características da gestão de som em rede numa escala global. Para tal, e com o objetivo de compreender e representar de forma simplificada um conjunto de funções, práticas, relações e tecnologias em constante transformação, são utilizados alguns criados ou redefinidos ad hoc: arquivo sonoro global, administrador de som, nichos sonoros, tecnologias insurgentes, contra-obsolescência, entre outros. O modelo pressupõe a existência de um ambiente no qual os usuários lutam pelo controle do som e no qual, apesar da disparidade de poderes em jogo, estratégias constantes de controle e insurgência são desenvolvidas para reforçar ou derrubar as barreiras tecnológicas e legais que os separam do som.
