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Louvor, Música popular e Mõdia evangélica no Rio de Janeiro: Utilizacão de Músicas tradicionais em um determinado contexto de globalização

Samuel Araújo

Analistas sociais e económicos tem manifestado interesse crescente por um fenómeno que, embora não inteiramente novo, parece chegar a um momento crítico ao final deste século. O termo globalização passou a expressar sinteticamente esse movimento sem precedentes de concentração e centralização de capital em escala mundial que esvazia o tradicional papel dos Estados nacionais como centros de poder e decisão, submetendo-os a um poder supranacional. Este último reordena as relações econômicas e culturais entre os grupos humanos mais diversos e distantes entre si- sejam eles étnicos, nacionais ou outros quaisquer -, colocando-os em uma especie de interação compulsoria, irreversível (Ianni 1992). Aquilo que a música, em particular, experimentara desde o advento das tecnologias de reprodução de massa ao final do século passado é hoje o cotidiano de virtualmente toda a produção humana levada a um mercado global que desconhece fronteiras. No entanto, os resultados de tão intensa circulação continuam longe de resolver os problemas sociais básicos dos Estados nacionais. Concentração de renda e poder, aumento da pobreza e as mais variadas discriminações encontramse hoje também projetados em escala global, desafiando conceitos tradicionais das ciências humanas que tinham em vista um contexto distinto (i.e., questões sociais desenvolvendo-se no seio de Estados nacionais).

Outro aspecto da globalização que interessa ao estudo da cultura á a consolidação, de modo imperativo e até mesmo perverso, do triunfo da racionalização, com sua implícita pretensão à neutralidade científica, sobre as diversas concepçiões de sujeito (nacionalidades, grupos étnicos etc.) que a ela resistem. A diversidade cultural das sociedades humanas superpõe-se uma cultura planetária homogênea, necessária à circulação de bens culturais em escala global.

Segundo Alain Touraine, este antagonismo crítico entre racionalização e subjetivação, vital à própria definição de modernidade, parece ter chegado aos extertores com a extinção dos regimes socialistas do Leste europeu, deixando um vácuo de identidade principalmente entre os setores subalternos da sociedade global (Touraine 1994). Desde então, seja a defesa do interesses do indivíduo ou de toda uma classe social contra os ditames da racionalização da produção global vem experimentando uma certa sensação de orfandade, encontrando-se aparentemente esgotadas suas formas tradicionais de organização e resistência . Em tal conjuntura, propõe Touraine, verifica-se um florescimento compreensível de várias concepções de comunitarismo religioso, que "...reintroduzem uma força não social [i.e., "irracional"] na vida social, a ética da convicção em um mundo dominado pela ética da responsabilidade (1994:67)".

A intenção do texto que se segue é discutir o papel e as características de produção do trabalho acústico [Araújo 1992, 1993,1993, 1994] no interior de um movimento religioso que, surgindo de alguns pontos do Brasil a partir de matrizes externas, expande-se de modo expressivo e procura consolidar-se nacional e internacionalmente. Ocupando ostensivamente a mídia e realizando manifestações de massa nas principais cidades brasileiras, tem deixado perplexos aqueles que julgariam tais movimentos anacrônicos e incompatíveis com a tão sonhada modernidade. A discussão, nos limites deste trabalho, manter-se-á circunscrita à expansão de alguns cultos do Rio de Janeiro no plano nacional e procurará discutir algumas das motivações e estratégias de utilização da música popular no interior desse movimento, como veículo de difusão religiosa.


Música popular: Um comentário sobre conceitos

Essa referência à expressão "música popular" requer, porém, um breve comentário.
Nos termos de Antonio Gramsci, ela seria considerada como segmento de uma cultura
nacional-popular, expressão dos antagonismos entre classes sociais em uma sociedade nacional
particular. A este conceito é contraposto aquele que Ortiz (1988) denominou cultura
internacional-popular. Esta última "nasce, circula e é consumida como mercadoria lançada simultaneaneamente em diferentes mercados nacionais, simultaneamente [sic] internacional" (Ianni 1992: 49). Nela, mesmo os padrões desenvolvidos em países dominantes podem ser apropriados e
mesmo aperfeiçoados em países periféricos, como no caso das telenovelas brasileiras, que
são exportadas para toda a América e diversos países da Europa. Como sintetizado por Ianni,
Por sobre e além da cultura nacional-popular, lança-se a cultura internacional popular. Neste caso, o próprio processo de produção, estilização ou pasteurização visa apresentar a mercadoria de forma palatável para diferentes públicos nacionais. Desde que lembremos que esses públicos estão sendo homogeneizados pelos padrões, estilos, linguagens, modas ou ondas que também se produzem, estilizam e pasteurizam. (1992:49)Tais relações, prossegue Ianni, nada tem de inocentes, na verdade reconstruindo a
"hegemonia dos grupos ou classes sociais que se articulam em escala global", redefinindo a"subalternidade de indivíduos, grupos, classes, etnias e até mesmo inteiras sociedades nacionais" (1992:50).

Ao discutir, portanto, a utilização da música popular no contexto do movimento religioso em questão, não nos preocuparemos em definir qual dos dois conceitos acima se aplica
melhor a cada caso apresentado, nos parecendo clara a aplicabilidade de um ou outro.

Aspectos atuais do movimento evangélico no Rio de Janeiro:
Sub-divisões, representatividade política e um caso particular.
Discutindo-se movimentos sociais no contexto brasileiro, deve-se ter em consideração o fato de que, num país de mais de 150 milhões de habitantes, questões como a autenticidade dos números e representatividade das adesões tem que ser postas cautelosamente. Os números sobre o chamado mundo evangélico provem, principalmente, de gestões da imprensa junto a representantes do proprio movimento e, ainda que impressionantes, sua magnitude torna-se de difícil avaliação em cidades como, por exemplo, o Rio de Janeiro, onde em um único evento ecumênico como a celebração da passagem de ano podem se reunir cerca de 4 milhões de pessoas.

A expansão das chamadas igrejas evangélicas no Brasil como um todo tem sido notado amplamente pela mídia e, em certa medida, pelo meio acadêmico (Zaluar 1985, Lins e Silva 1990). Os evangélicos como um todo possuem expressiva articulação política, tendo eleito, apenas no estado do Rio de Janeiro, seis deputados para a assembléia estadual e dois para o Congresso Nacional. Tal movimento deve-se, em grande medida, ao crescimento vertiginoso das chamadas igrejas petencostais (1), notadamente entre as camadas populares.O quadro nacional do número de petencostais por denominação é bastante expressivo. A Assembléia de Deus, a mais antiga petencostal, possui cerca de 5 milhões de fiéis, e a Congregação Cristã do Brasil, em torno de 4 milhões.

Há, porém, divisões importantes no plano político. Junto a uma facção da Assembéia de Deus, a Igreja Universal do Reino de Deus, com cerca de 3 milhões de seguidores, fundou o Conselho Nacional dos Pastores do Brasil (CNPB), que é ferrenhamente combatida pela Associação Evangélica Brasileira, que reúne igrejas (mais conhecidas como protestantes) mais tradicionais, como a luterana, metodista, anglicana e presbiteriana. Assim, deve-se entender o que chamamos aqui de "movimento evangélico", como um mosaico de forças e interesses, muitas vezes, conflitantes. Nele podemos identificar desde uma senadora (a primeira mulher negra a ocupar tal cargo na história do país) eleita por um partido de trabalhadores a um notório chefe do crime organizado, atualmente cumprindo pena, que proclama tê-lo abandonado pela fé.

A emergência e visibilidade desse movimento tem sido encarada por setores políticos, intelectuais e religiosos (a Igreja Católica, por exemplo) mais tradicionais como uma manifestação surpreendente dentro do quadro de redemocratização do país. Justo no momento em que operava-se o resgate da cidadania, após a queda do regime militar, em 1985 e realimentava-se o discurso de "entrada na modernidade", a ascensão das igrejas evangélicas era vista como um incompreensível e perturbador sinal de retrocesso. No entanto, ainda na década de 80, surgiram estudos que confirmavam de certo modo a tese de Touraine: o distanciamento crescente entre o poder político (mais preocupado com as eternas negociações da dívida externa, por exemplo) e as populações desvalidas, somado à crise económica sem precedentes (por alguns denominada "a década perdida"), deixava duas alternativas de resistência, o crime organizado e o movimento evangélico. O primeiro, racionalizador, apelava à resisténcia armada, desafiando a ordem constituída; o último, apelava à fá, oferecendo a salvação em vida, enquanto construía sua sustentação política.

Um dos casos mais controversos e bem sucedidos é o da Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo "bispo" Edir Macedo, 49 anos (Nascimento 1994). Fundada em 1977 no
prédio de uma antiga agência funerária do Rio de Janeiro; tem hoje 1.876 templos, cerca de 3 milhões de seguidores e está implantada em todos os estados do Brasil. Organizada em 32 outros países (supostamente mais do que qualquer outra empresa brasileira) como uma autêntica holding, elegeu em novembro último uma bancada de 7 parlamentares em todo o Brasil e apoiou o candidato vitorioso a governador do estado do Rio de Janeiro nas eleições de 1994. Dele recebendo, em troca, a indicação de um de seus parlamentares para a Secretaria de Ação Social, encarregada de toda a política assistencial do governo estadual.

Sua presença na mídia é assegurada pelo controle de 16 emissoras de televisão, 22 de rádio, dois jornais (mais de 600 mil exemplares semanais) e uma gravadora (Line Records). Em 1992, devido a acusações de charlatanismo em seus cultos (curas etc.) e sonegação fiscal, Macedo passou 11 dias preso. Atualmente vive fora do país, alegando perseguições, alternando residência entre Nova Iorque e Cidade do Cabo, as cidades do mundo em que sua igreja mais cresce, enquanto alguns processos contra ele tramitam na justiça brasileira. O inimigo número1 de Macedo tem sido a Igreja Católica, a qual procura neutralizar com uma obra assistencial cada dia mais intensa. Esta obra, por sua vez, é veiculada massivamente em seus programas de televisão. Grupos organizados atuam, por exemplo, junto a portadores de SIDA ("Sangue Quente") ou mendigos ("Roupa Nova"). Em 1995, camisinhas (preservativos) serão distribuídos nos templos, contrapondo-se ostensivamente à postura da Igreja Católica. Desde 1989 em Portugal, teria hoje em torno de 200 mil seguidores naquele país, mantendo um orfanato em Loures, região da Grande Lisboa, e possuindo 57 templos; outros 15 localizam-se nos Estados Unidos e sua atuação cresce na França, Suíça, Holanda, Itália e, por que não, Espanha. Ainda em Portugal, seus programas são transmitidos em 23 rádios, seis das quais já seriam de sua propriedade (mas, para ludibriar a legislação em vigor, apenas a Rádio Viva é oficialmente sua), e, seis vezes por semana (sempre às manhás), vai ao ar o programa Despertar da fé na TV SIC, em espaço pago em US$ 1,5 milhão. Nos E.U.A., possui um jornal (Universal News, 100 mil exemplares semanais) e uma produtora de tevê (Record Television International) instalada na Quinta Avenida, que produz um programa diário em espanhol pela rede nacional Telemundo, canal 47. A Line Records possui em seu catálogo um amplo espectro de gêneros musicais, do jazz (Hélio Delmiro, Conjunto Cama de Gato) à música romântica (Nelson Ned) e consolida-se como uma das mais fortes fora do círculo das grandes multinacionais.
Sons do silêncio: Usos da música popular no louvor e na mídia evangélica


"Deus, Jesus, que nome tenha o Grande Silêncio, sua melhor expressão é a música.
Que Lhe dá forma, toca, desperta e põe a mover-se, dançar. Existem meios de achar o contrário, mas ninguém se atreveria, pois que a floresta sonora responderia de pronto: Aleluia! Está
salva a etnomusicologia!
Se a música ocupa tal espaço é, então, porque não é mais só tempo. Antes e além de ser ouvida, já está, de algum modo presente. Crianças crescem no mundo todo e seus pais recomendam:
-Toque alguma coisa!
Outros, por espontânea vontade ou pressão social, procuram por si próprios resistir a eventuais censuras. Som, barulho, ruído, murmúrio, explosão. Tudo isso é som e também o que não é."
Demonstração 1. Efeitos da globalização: Uma possível tradução cultural do parágrafo acima.
God, Jesus, whatever name have the Great Silence
Its best expression is music
That manifests It, touches It, awakes It,
Puts It into move,
to dance.

There are means to find the contrary
But, no doubt, nobody would dare
Once the sound bushes would promptly answer:
-Hallelujah! Be safe ethnomusicology!

If music occupies such a space
It is no more just time.
Before and beyond being heard,
It is, somehow, already present.

Children are raised all over
And their parents recommend:
-Play something!

Others,
Thanks to their own will or social pressure,
Search for their own selves
In order to resist eventual censorship.

Sound, noise, noise, whisper, explosion!
They're all sound and also what is not.


A narrativa abaixo provem de várias vozes que foram recortadas e fundidas pelo autor buscando ouvir a voz coletiva, multi-tímbrica. Ele sabe, no entanto, que tal procedimento é criticável, como, infelizmente, todos os outros. Na fonte em que tais sinais foram encontrados (ver nota no. 1) constatam-se duas situações de culto: Aquele que ouve e áquele que fala. Particípio passado do verbo latino colo (cf. Bosi 1992), cultus significava a terra, o campo já cultivado, memória de um trabalho comum; no particípio futuro, encontramos culturus, ou o que se vai cultivar por sobre e além dessa mesma memória. Em tempo real, portanto, é preciso falar e cantar para que se realize o culto, culto Aquele que ouve. Assim forma-se o indivíduo, cuja voz jamais se confundirá à de um semelhante.

Para a fala, a vida parece ter encontrado milhões de desculpas, umas boas, outras ruins. (To speaking, life seems to have found millions of excuses, some good, some bad.). Mas para o canto, mesmo o pior ou incompreensível, haver· que inventar uma muito boa. (As for singing, even the worst or the uncomprehensive ones, there will always have to invent a good excuse). Cantamos aos deuses, aos corpos, mente, ao humor, ao cansaço,à humilhação, ao amor, a isso e aquilo. Todos, se perguntados, responderiam alguma coisa. Preencheriam o silêncio que imaginamos ouvir. (Mas ouvir como? Como a Deus ouvimos?)
...trabalha-se para o Senhor, com música, começando no canto coral. Vem-se de cidade do interior, passa-se por professores particulares, curso de música, Escola de Evangelismo e Música em São Paulo, conservatório. Faz-se o exame vestibular para bacharel em música sacra, diploma-se em percepção musical, para fazer o que se gosta, atendendo uma chamada do Senhor...

Exemplo 1. Letra de canção (balada).

Louvado seja Senhor Teu nome
entronizado entre as nações.
Exaltarei a Ti Senhor
pelo que Tu és
Eu te adoro Û Deus

Ouça essa minha adoração
é quando Jesus abraça a mim
E no Teu amor
Louvarei teu nome

O meu amor por Ti Jesus
exaltarei Teu nome
diante dos reis
e dos poderosos
eu louvarei a Ti senhor

Maravilhoso estarmos na casa do Senhor.
...vem-se de Lar Cristão, interessa-se pela música desde os 7 anos, mas só pouco mais tarde tem-se noçao melhor do que ela seja, faz-se parte do coral da Igreja Batista em Cachambi, estuda-se canto desde os 13 anos, busca-se formação em fonoaudiologia e canto, adquirindo inclusive algumas técnicas, atua-se tanto no meio musical evangélico quanto, na área secular, em ópera, com o talento que Deus fornece, a Ele, aliás, agradece-se por ter permitido a chegada do indivíduo, com muito esforço, a seu limite potencial...

Jazz, ternos e roupas bem cortadas, passa-se também pela Escola Brasileira de Música e pelo Conservatório do Antonio Adolfo, ambos entre os poucos a fornecer formação no campo restrito da música popular. Através da mésica evangélica, trabalha-se pela primeira vez integralmente com música. A tocar eventualmente na noite, após a conversão, pode-se sobreviver tocando exclusivamente no ambiente da igreja..
...tendo 14 anos, pode-se afrirmar que, desde pequeno a música fez muito bem.
Aos 13, talvez fosse cedo para a responsabilidade, levando recusa um convite para cantar com um grupo de louvor...
Louvor, noção amplificada de cantar, meio-mensagem ao Receptor. Puro som, não-barulho, que O agrada, enleva, distrai. Que todos os adolescentes louvem a Deus cantando. A semente da palavra leva, de uma maneira sutil, mensagem que a música quer dar. No louvor vocÍ encontra conforto.
...recebemos por aquilo que fazemos, gastamos dinheiro e temos que ter um retorno por isso, não é? Fruto do trabalho. Nos preocupamos em fazer o melhor...
Baião? Soul? Frequéncias múltiplas?


Exemplo 2. Excerto de canção (balada).
Ele é o rei da glória
Grande Cristo Rei

Semprei toquei rock [pergunta tola: E se Chuck Berry cobrasse direitos auotrais?], faz dez anos que toco na Igreja música popular, seja brasileira ou outras. Fui gravar com ele, que me chamou para tocar com ele. E bom sentir-se útil. Se você é médico você vai ser útil para o seu paciente, não é? Então.

Tendo o logotipo MK Publicity como fundo, mais de um indivíduo canta: Eu quero voltar a Deus.


Exemplo 3. Outro excerto de letra (funk).

ô, ô, ô
Essa galera é do amor,

Ginástica da fé, Ale-a-le-le-luia, Ale- Ale-lu-iá. Guetos e boutiques, moda que veio da rua. Exercita-se o corpo, limpando a mente, age-se conforme a idade. Whitney, Mariah, Sandi são como eu gostaria de ser. (Paris, London, New York, are where I'd like to be). Assisto todos os seus vídeos. Sou a mesma apesar do sucesso. Aconselho aos de talento irem em frente. (I advice the talented ones to go forward). Louve-se Seu espírito lindo.
Clonagem explícita, muito ritmo, metais. Fim? Não, boa-noite.


NOTAS

1. Tal denominação é dada a uma série de cultos que se constituem em Los Angeles, em torno de 1906, e que aludem "... à descida do Espírito Santo...sobre os apóstolos em Pentecostes... "(Hinnells 1984:204). Sendo caracterizados pela cura espiritual e pelo discurso extático em "línguas" ininteligíveis ou soando como línguas existentes, embora desconhecidas conscientemente pelos discursantes. Os pentecostalistas seriam, então, uma facção do movimento evangélico mais amplo, i.e. que advoga uma interpretação fiel do texto da Bíblia. Entre as igre-jas evangélicas mais tradicionais está a luterana, cuja denominação inicial (século XVI) era, precisamente, evangélica.



REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

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  • Touraine, Alain 1994. Crítica da modernidade. Trad. Elia Ferreira Edel. Petrópolis, RJ: Vozes.
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